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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

EM 2032, O BRASIL SERÁ UM PAÍS PROTESTANTE!!

Olá! Graça e Paz!!

João 8:32 e 36:

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.


Outro dia, assistindo certo programa de TV, ouvi dizer que em 2032, nossa Nação será uma nação de maioria evangélica, assim como a Europa hoje, berço do Cristianismo, passa ter uma população Muçulmana majoritária.

Confesso que senti um misto de alegria e tristeza. Tenho visto que ser evangélico hoje, parece ser uma tendência, status e não uma verdadeira conversão a Cristo Jesus. Vejo templos suntuosos superlotados de pessoas completamente vazias.
O homem não convence nem muda ninguém. Somente o Espírito Santo, através de seus instrumentos, é capaz de convencer o homem a mudar de vida, de atitude, acertar o alvo e parar com a prática do pecado, da iniquidade, enfim, ser uma nova criatura. Nascer de novo, da água e do Espírito.
O homem só pode ser verdadeiramente livre, quando ele conhece a verdade. Mas o que é a verdade absoluta? Jesus é a verdade! Ele não é uma religião. E o texto continua dizendo, que o homem só será verdadeiramente livre, se o Senhor Jesus o libertar.
Em João 13.35 lemos: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros".
É grande e notória a falta de amor que existe hoje, mas quando o homem conhece verdadeiramente a Cristo Ele começa realmente a praticar o verdadeiro amor.
Hoje se fizermos o censo da população brasileira  e perguntarmos quem é cristão, quem acredita em Jesus Cristo, vamos descobrir que quase cem por cento da população se diz cristã, ou seja, a maioria esmagadora de católicos e protestantes tem uma fé calcada na tradição judaico-cristã, isto é um fato, não importando a denominação, verdadeiramente a maioria se diz cristã. Agora a pergunta que não quer calar é: As pessoas vivem o cristianismo na prática? Nós vivemos aquilo que pregamos?
O evangelho veio para mudar as pessoas e como disse anteriormente, esta mudança tem que vir de dentro para fora. Tem que ser uma mudança que começa no espírito, passa pela alma, muda a mente, a maneira de pensar, muda a sociedade. Chamamos este processo de conversão ou Metanoia , que é uma mudança essencial, não só do pensamento, mas também e principalmente do caráter. Por isso Ele disse: "Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Olhando para este pais, tomando-o como exemplo, podemos dizer que nunca passamos por uma situação tão vergonhosa como esta que estamos passando. Nossas entranhas estão escancaradas para o mundo todo. Somos conhecido como o país da corrupção.
Nunca na minha vida vi uma crise como esta, pois trata-se, não somente de uma crise política, mas ética, moral econômica, social e até mesmo, para mim que não gosto de espiritualizar tudo, espiritual.
Olha que lástima! Como podemos dizer que somos um povo livre, um povo cristão, se nossas pregações não condizem com aquilo que praticamos, haja vista as pessoas mais famosas e poderosas que estão presas e outras que já estiveram presas e hoje estão livres, mas que se diziam cristãs.
Se fosse na época do império, quando a igreja católica era a religião oficial, aqui no Brasil, alguns protestantes poderiam até dizer: "A culpa é da igreja que pensa e afirma ser a tradição maior do que a Bíblia". E agora, como ficamos ou não ficamos?
O que acontece hoje no Brasil, principalmente com a classe política, na verdade é o reflexo daquilo que nossa sociedade é: hipócrita, corrupta, mentirosa, que gosta de levar vantagem em tudo. Isto prova que ser religioso não resolve nada, ser cristão, sim!!
Somos uma sociedade que desde a época da descoberta já era corrupta. Os homens que vieram de Portugal, já eram pessoas condenadas ao degredo, ou seja, pessoas que haviam cometido crimes graves ou não, a verdade é que eles não poderiam mais ficar em Portugal e eles foram os formadores daquilo que somos hoje.
Mas a corrupção, começou com Adão e Eva, atravessou a dilúvio, passou pela Torre de Babel e chegou até nós hoje. Não é só no Brasil. a Bíblia em Romanos 3:10, diz: "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer".
Devemos pedir a Deus estratégias para pregarmos o verdadeiro evangelho, aquele que coloca Jesus no centro. Enquanto permanecer o egoismo, a ganância, o fanatismo, o consumismo desenfreado, a exploração, a falta de amor, o antropocentrismo, o ateísmo e o comunismo, a depravação moral e espiritual, o homem cada vez mais irá se degradando. O mundo hoje, parece uma Sodoma e Gomorra. O pecado destas duas cidades eram a depravação moral e as injustiças sociais. Veja o que Deus fez com Elas.


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Jesus disse que sua igreja é sal da terra e luz do mundo. Pelo que estamos vendo a igreja não tem sido sal nem luz, caso fosse, não estaríamos mergulhados em tão densas trevas e num estado de putrefação tão grande que torna o ar quase que irrespirável. Nós como igreja, como cristãos precisamos cumprir nossa missão aqui na Terra de sermos sal e luz.

ôpa! Que em 2032 que a maioria seja evangélica e não cacangélica. Se formos evangélicos de verdade, não só o Brasil, mas o mundo mudará e somente então Cristo poderá voltar para o tão sonhado e profetizado arrebatamento da Igreja.
Mas que para isto aconteça o homem precisa se humilhar, orar e buscar a face do Senhor de todo o coração. Eis o que diz a Palavra em II Crônicas 7:14-15
 "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar".

Vamos ficar atentos para as condições que Deus nos dá para que Ele possa perdoar os nossos pecados e sarar a nossa terra. Não basta ser religioso e dizer que tem fé, tem que ter atitude, prática, pois fomos chamados para servir e sermos testemunhas. O Apóstolo Paulo diz que nós somos cartas abertas.

Que vergonha será se um pais for cem por cento evangélico e a maldade, a corrupção, a mentira, a falsidade e etc, continuarem crescendo na mesma proporção. Vamos orar e pensar.

Atá a nossa próxima meditação.





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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

JESUS MORREU A NOSSA MORTE PARA QUE PUDÉSSEMOS VIVER A SUA VIDA!


Romanos 6:11
Fonte do Banner: Site do Pastor

 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.


O homem verdadeiramente nascido de novo , da água e do Espírito, passa a viver para Deus. Nosso velho homem pecaminoso foi crucificado com Cristo naquela horrenda Cruz. Hoje, podemos dizer que não somos mais escravos do pecado, pois como dizia o nosso grande doutrinador o Apóstolo Paulo:  Gálatas 2:20
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. 
Quando Jesus disse tudo está consumado, Ele estava dizendo que havia pago todos os nossos pecados e agora estamos vivos Nele e para Ele – o único que sendo homem  nunca pecou, venceu a morte e derrotou o diabo. Agora podemos com gratidão afirmar que a  Sua vida agora é nossa vida. Sua vitória é nossa vitória. Seu futuro é nosso futuro. Pois temos o Fogo do Espírito ardendo em nossos corações. Vamos  tomar posse de nossa identidade Nele, como filhos amados que somos e nunca mais vamos deixar Satanás nos enganar. Que a partir de hoje, a nossa regra de Fé e prática seja a Sua Palavra e que obedecê-la, lê-la e divulgá-la seja o nosso compromisso.

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Olhe que para nós a salvação foi de graça, isso porque de forma alguma poderíamos pagá-la;mas para Jesus foi caríssima, pois custou a sua vida. Leia com atenção estes versos sobre a missão de Jesus Cristo para nos resgatar do império das trevas:

Filipenses 2:6 -11

Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.
Agora devemos tomar também a posição de mortos para o pecado , mas vivos para Cristo. Devemos nos humilhar, temos temor e tremor diante de Deus, para que o mundo leia através de nós, cartas vivas que somos aquilo que pregamos, e não vivemos mais segundo a vontade da carne, mas do Pai Celestial.
Neste momento devemos orar no sentido de que o Espírito Santo venha nos fortalecer para que consigamos vencer a batalha que todos os dias e travada, ou seja a carne lutando contra o espírito. Diz a Palavra: Mateus 26:41: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
Momentos de oração.
Vamos falar com Deus...
Paizinho Celestial, em o nome do Senhor Jesus, o Nome que está acima de todos os nomes, venha através deste maravilhoso nome com a intercessão do Divino Espírito Santo, fazer com que tenhamos forças, para cumprirmos o nosso compromisso diante de Ti, pois no sepulcro Cristo já fez tudo por nós, vencendo e pagando os nossos pecados e ressuscitando ao terceiro dia.
Ensina-nos a termos esse compromisso de vivermos também a Sua vida ao assumirmos a nossa verdadeira identidade, e andarmos de cabeça erguida, morto sim, para o pecado, mas vivo, para Ti , Senhor amado. Amém!

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Atenção!!
Conhecimento só é poder, quando aliado à atitude. Aproveite, não deixe para o amanhã o que você pode fazer hoje.

Att,
Leontino Sampaio
Pastor Evangélico

Até a próxima meditação. 
Graça e Paz!






quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DE OBEDECERMOS A PALAVRA DE DEUS?

TEXTO:
JOÃO 14:23

 
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.

OLHA QUE INTERESSANTE:

1 - Seremos protegidos do fracasso.

 Quando obedecemos a Palavra de Deus, Ele, o Filho e o Espírito passam a fazer morada em nós. É o que nós ensina o texto acima. 
Como consequência seremos protegidos do fracasso. Eis o que diz a sua Palavra em Js 1.8 :

Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

2 - Seremos protegidos do erro.

Em Mateus 22.29, lemos:
Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.

3 - Seremos protegidos de pecar contra Deus.

Vejamos o que diz o Salmo 119.11<<<< 
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

4 - Seremos guardados da Grande Tribulação. Ap 3.10<<<


 Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.

Você já imaginou ser habitado pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo. É isso que acontece, quando o Espírito Santo nos convence da justiça , do pecado e do juízo e nós nos arrependemos e começamos a guardar a Sua Palavra.
Aprendemos ainda que quando guardamos a Palavra do Senhor, ela nos protege dos erros, pois nos tira da ignorância e nos conduz ao verdadeiro caminho. Através da Palavra tomaremos as melhores atitudes em nossas vidas e faremos as melhores escolhas.

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A leitura da Palavra diariamente, e não somente isto, mas principalmente à obediência à Palavra, somos livres de pecar contra o Senhor, pois ela alimenta nossas emoções e nosso espírito.

Quando temos a Sua Palavra em nossos corações, Deus nos guardará nos protegerá da Grande Tribulação que virá sobre a Terra, como diz o Livro do Apocalipse. Leia atentamente Ap 3.10

Vamos meditar um pouco...
O que significa guardar a Palavra de Deus?
Conheço a história de um vendedor de Bíblia que um dia chegou em casa de uma certa senhora para lhe vender uma Bíblia. A mulher sabendo que os vendedores são insistentes foi logo tentando se livrar dele dizendo: "eu já tenho uma Bíblia". Em seguida abriu uma gaveta e tirou de lá de dentro uma Bíblia e começou a saltar de alegria. Sabe o que aconteceu? Ela encontrou o par de óculos que há semanas estava perdido. Ele estava dentro da Bíblia.
Guardar a Palavra de Deus é não ter a Bíblia engavetada ou toda empoeirada nas estantes.
Guardar a Palavra de Deus e ler a Bíblia todos os dias e por em prática os seus ensinamentos. A Bíblia precisa ser lida, amada, crida , obedecida e divulgada. Mas como podemos ver àquela senhora não lia a Palavra de Deus diariamente.

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A história de Israel nos ensina que eles perderam a Palavra de Deus, começou dar tudo errado na vida deles, pois não tinha mais suas regras de fé e prática ensinadas na Palavra. Mas aprendemos em II Reis 23.3 que quando o Livro foi encontrado a Paz voltou novamente reinar na vida deles.

PARA NOSSA REFLEXÃO:
Que cada um nós possamos ter mais temor e tremor diante de Deus, obedecendo com carinho e zelo a sua Palavra. Posso lhe garantir que a Viva Palavra de Deus nos transformará. Você leu no início de nossa meditação de hoje, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo passarão a fazer morada em nós. Isso irá trazer sobre nossas vidas uma plenitude tão grande que não consigo encontrar em meu vocabulário palavras suficientes que possam explicar esta transformação, pois será sobrenatural.
Passaremos a ter um coração alegre, mais agradecido,



Graça e Paz e até a próxima meditação.

Leontino Sampaio






















quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

QUEM É SEMELHANTE A TÍ , SENHOR

TEXTO: 15:11: Êxodo 15:11

Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses?  
Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?






Deus não é para ser explicado, nem entendido, pois a nossa  mente finita, jamais conseguiria conceituar um Deus Eterno , ou seja , que não teve principio, nem fim. Do nada Ele criou tudo, dirige, mantém e governa todas as coisas. Deus é para ser aceito e crido pela fé, pois não pode ser tocado , medido e nenhum método científico pode ser usado para explica-Lo.


A glória de Deus confunde a imaginação da humanidade. Pois uma mente finita, jamais conseguiria explicar, como disse anteriormente, um ser de tamanha magnitude. A grandeza de Deus, vai muito mais além do que aquilo que a mente mais brilhante do mundo poderia imaginar.

O que mais me deixa extasiado é que este Deus, cuja vontade é agradável, boa e perfeita, amando de tal maneira o homem, esvaziou-se de Sua glória e se manifestou a nós, na pessoa de Jesus Cristo, nascido de Maria, o qual na verdade , era o próprio Deus encarnado.
Por ser uma pessoa onipresente, onipotente e onisciente , Ele pode fazer isso. Ele se humilhou e sofreu em nosso lugar, mas hoje , Jesus Cristo é o maior. E não outro, nem no Céu, na Terra ou qualquer lugar do universo, outro nome dado que possa ser superior a Ele, o Cristo - Deus.
Jesus é Deus como lemos em João 1, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. E Ele é o criador de tudo. Dirige e controla a História.



Esta é a minha oração, Senhor. Obrigado por ter vindo ao mundo e morrido naquele horrível cruz, por mim e pelos demais homens, sendo nós inimigos da Cruz.

Como os anjos, os reis magos se prostraram e se prostram diante de ti, neste momento, Pai amado eu também me curvo com temor e tremor diante de Ti, por ter se vestido de carne , se tornado homem para sofrer em nosso lugar, na pessoa de Jesus Cristo. Foi morto, crucificado, mas no terceiro dia ressuscitou. Esta é a maior de todas as maravilhas!

Quem é semelhante a ti , Senhor? Quem é como o Senhor, ó Deus? O que seria do homem depois da queda, já condenado a danação eterna, totalmente depravado, sem as mínimas condições de lutar contras as hostis infernais, pois a mente humana decaída é infinitamente inferior a mente do diabo.

Somente pela Sua irresistível graça o Senhor nos alcançou e a única coisa que podemos fazer é sermos gratos a ti, Senhor.
Obrigado por ter me reconciliado com o Pai, obrigado por ter me chamado, escolhido e me predestinado. Eu não consigo explicar nada, só tenho a agradecer. Na Cruz o Senhor me reconciliou com o Pai e com os meus irmãos. A obra foi completa!

Muito obrigado Senhor, por haver me alcançado pela sua irresistível graça pois por mim mesmo, nunca conseguiria me salvar. A minha condenação já estava cravada, mas o Senhor pagou as minha dívidas na Cruz. Obrigado pelo seu sofrimento e principalmente pela Sua ressurreição.

Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?

Até a próxima!
Graça e Paz!








quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

BÍBLIA, A BOCA DE DEUS, NOSSA MELHOR ALIMENTAÇÃO - PÃO DO CÉU

Olá amados! Graça e Paz, como vão tudo bem com vocês? Espero que esteja tudo beleza com todos!!
2020 já chegou, vamos começar a nossa alimentação com PÃO DO CÉU, ENERGIA PARA VIVER.
Nós aprendemos que a Bíblia aberta é um livro qualquer, mas quando lida, obedecida, crida e divulgar éla é a própria boca de Deus falando. Eu creio assim, pois se o livro estiver aberto ou fechado e empoeirado , não passa de um a amuleto.


O QUE A PALAVRA DE DEUS É PARA NÓS QUE CREMOS?

Ela é a espada que penetra - 
"Hebreus 4:12

12 - Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.


É Fogo que purifica e Martelo que esmiúça a penha. 

Jeremias 23:29
29 - Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o SENHOR, e como um martelo que esmiúça a pedra?



Ela é a luz que ilumina nossos caminhos.

Salmos 119:105
105 - Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.

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Ela possui poder para sarar nossas enfermidades.


Salmos 107:2020 - Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição.

A Palavra de Deus é semente que frutifica.

Lucas 8:11

11 - Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;


Ela é o Pão que nos alimenta.

Deuteronômio 8:3

3 - E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.

A Palavra de Deus é o Mel que adocica a nossa Vida.

Salmos 119:103

103 - Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca.


II Timóteo 3:16 E 17

16 - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
II Timóteo 3:17
17 - Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Para concluir podemos dizer que a Palavra de Deus é tudo para nós. Ela foi perseguida e até proibida a sua leitura. Mas ninguém consegui detê-la, hoje é o livro mais lido e impresso do mundo desde que Gutemberg inventou a Imprensa em 1468.
Podemos Notar que o Apóstolo Paulo deixa claro para Timóteo que toda a Escritura e divinamente inspirada por Deus. Foi escrita por cerca de 44 homens, dentro de diversos contextos sociais. Homens inteligente e simples até demais, mas o fato é que não encontramos erro na Bíblia, a não ser àquelas pessoas que não tem fé e sim ódio e medo da Bíblia. O que existe é a falta de conhecimento para interpretar a Bíblia dentro das regras da Hermenêutica ou simplesmente preguiça ou falta de fé para estudar a Palavra com a mente aberta.
Deus instruiu , inspirou, soprou naqueles homens o que deveria ser escrito. É por isso que não existe erros na Bíblia, pois não nasceu simplesmente do desejo dos corações daqueles homens , mas sim da mente do Senhor nosso Deus. Isto significa que o autor da Bíblia é Deus.

Aprendemos também que  a Bíblia é útil, e vamos enumerar aqui, pelos menos quatro funções da Palavra, segundo o texto acima:
  1. Ela é útil para ensinar;
  2. Redarguir;
  3. Corrigir e,
  4. Instruir com Justiça.
O objetivo de Deus é “Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Timóteo 3:17).

Salmo 1:1-3

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. ANTES TEM O SEU PRAZER NA LEI DO SENHOR, E NA SUA LEI MEDITA DE DIA E DE NOITEPois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará."


A Palavra de Deu vai muito mais além aquilo que falamos acima. Poderíamos ficar aqui dias falando sobre ela e não terminaríamos.
A Palavra de Deus é Mel, Pão,semente, Luz para o nosso caminho, Fogo que purifica, Martelo que esmiúça pedras, Ela é a Espado do Espírito, é Verdade, o Caminho e a Vida. Ela é o Verbo que se fez carne.
Olha o que lemos em  Mateus 2434Com toda a certeza Eu vos afirmo, que não passará esta geração até que todos esses eventos se realizem. 35O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. Só Deus sabe o dia e a hora exatos .

Pode  passar tudo, mas a Palavra de Deus não passa. Entendeu porque ela chegou até nós. Ninguém conseguiu deter? Porque ela é a boca de Deus falando.
Esse fato que não se pode negar, inspirou-me a criar este singelo Blog " PÃO DO CÉU, ENERGIA PARA VIVER"
Se  tivermos fé, veja que acontecerá com quem guardar a Palavra de Deus. Em Josué 1.8 diz que seremos guardados do fracasso, seremos guardados do erro, Mt 22.29, Seremos guardados de pecar contra Deus, Salmos 119.11, seremos guardados da Grande Tribulação, conforme Apocalipse 3.10.
Na Palavra de Deus encontraremos soluções para todos os problemas em todas as áreas de nossas vidas. Entendeu agora porque satanás investiu pesado para destruir a Bíblia? Agora ele luta para você não acreditar, não obedecer, ler e nem divulgar, pois ele não quer ficar sozinho. Para ele não existe mais solução, para nós sim.

As Escrituras devem ser examinadas com carinho, reverência e muito temor, devem ser cridas, conhecidas e obedecidas e divulgadas. Já vimos que as funções da Bíblia é?

  • Doutrinar o ensinar,
  • Redarguir ou repreender,
  • Corrigir e,
  • Instruir.
Leia com atenção o que diz o Salmista no Salmo 119.11:

 Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

Mateus 7:24

 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.


Que Deus vos abençoe e vos Guarde.

Vale a pena Ler e Praticar a a Palavra de Deus.

Prepara-te! Ele está chegando...

Leontino Sampaio
Pastor Evangélico.








 


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

PÃO DO CÉU!


Olá! Leia todos os dias a Palavra do Senhor, é assim você estará sendo alimentado pelo próprio Cristo Vivo.









sábado, 21 de setembro de 2019

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE PAIS E FILHOS

salmo 127 sobre pais e filhos

SOBRE PAIS E FILHOS

SALMO 127

Algumas considerações sobre este belíssimo Salmo podem nos ajudar a viver a família com os prazeres e satisfação planejadas por Deus. Sobre pais e filhos

1. FILHOS SÃO HERANÇA DO SENHOR – vs. 3.

• Herança vinda de Deus é sempre coisa boa.

• No entanto, herança precisa ser cuidada e protegida. Sobre pais e filhos

2. FILHOS SÃO FLECHAS NA MÃO DE UM GUERREIRO – vs. 4
• Os pais devem segurar os filhos com firmeza, sem ferir, como um guerreiro faz com suas flechas.

• Os pais devem saber a hora certa de soltar.

• Os pais só devem soltar os filhos na certeza de que acertarão o alvo.
• Os pais devem “energizar” seus filhos, para que alcancem o alvo.

Veja esboço completo sobre esta belíssima comparação bíblica: Filho é Flecha

3. FILHOS SÃO DEFENSORES DE SEUS PAIS – vs 5.

• Feliz o homem que tem filhos.

• Não será envergonhado quando seus inimigos baterem à sua porta (ex.: velhice, solidão, doença etc.).

Conclusão
Família é uma das instituições mais difíceis de ser mantida, especialmente quando é contaminada por ciúmes, inveja, individualismo etc. Por outro lado, quando devidamente conduzida, é a maior bênção desta vida. Pais, cuidem de seus filhos e façam as suas “flechas” atingirem o alvo. Filhos, amem e defendam os seus pais.
https://pin.it/4fx43soiirwgtm

Fonte: SITE DO PASTOR
Post feito conforme autorização do autor por e-mail.
Ótimo estudo. Fantástica mensagem para a família atual, a geração da era tecnológica e do conhecimento.
Que Deus abençoe a todos. Feliz Sábado.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

ENTENDA A MENTE DESTE SÉCULO

Wilmar Luiz Barth*



ENTENDA A MENTE DESTE SÉCULO
Resumo
A pós-modernidade provoca o surgimento de uma nova religião e de uma nova ética. Sem compreender os valores e a cultura pós-moderna, torna-se difícil compreender as pessoas, os novos valores sociais e individuais e provocar uma mudança. No seu estudo o autor trata de apresentar um perfil do homem pós-moderno e indicar algumas pistas de ação. O mérito do artigo está em demonstrar que a pós-modernidade aponta para um novo tempo, ainda não delineado, mas de superação da atual condição.
Introdução
Vivemos o tempo da novidade. O “novo” coordena, ordena e altera tudo. Se conjuga com “moderno”. É moda. É bom. É pós-moderno. O início desse processo é difícil de estabelecer. Quem estuda esse fenômeno é David Harvey, no seu livro Condição Pós-moderna, publicado na França, em 1989. Segundo ele, vem ocorrendo uma mudança abissal nas práticas culturais, bem como político-econômicas desde 1972. Segundo o pensamento de Leonardo Boff, “a pós-modernidade participa de todos os pós-ismos (pós-histoire, pós-industrialismo, pós-estruturalismo, pós-socialismo, pós-marxismo, pós-cristianismo, etc.) com aquilo que eles têm em comum: a vontade de distanciamento de certo tipo de passado ou a recusa a certo tipo de vida e de consciência, a percepção de descontinuidade sentida e sofrida no curso comum da história, e a sensação de insegurança generalizada”. O certo é que a pós-modernidade se conjuga com uma série de fatores que vão desde a crise da industrialização, da massificação dos meios de comunicação e transporte, da informática, da eletrônica, da telemática, se reforça com as mudanças sociais marcadas pelo desenvolvimento econômico e a crise do mercado, a diversificação e crise das instituições sociais, a urbanização crescente e o surgimento das megalópoles, dos protestos e lutas sociais, da alteração de papéis sociais, passando pelo crise do racionalismo, a eliminação de mitos, a quebra de tabus e preconceitos, a secularização e, finalmente, a um retorno ao sentimento, a explosão religiosa e a um novo comportamento diante do mundo, do outro, de si mesmo e de Deus. Em poucas palavras, do “moderno” nasce a “modernidade” e esta foi transformada em“pós-modernidade”.
É um tempo de mudança, de crise, de morrer ao tradicional, de abandonar o velho e abraçar o novo, de quebrar paradigmas e estabelecer novas formas de vida e valores. É tempo de ser diferente, de inventar diferenças e conviver pacificamente com o diferente. Do “ser do contra” passamos a “amar o contrário” e, hoje, somos “neutros diante das diferenças”.
Não é fácil estabelecer uma definição desse processo. Deve-se, no entanto, ter presente que o desenvolvimento econômico e tecnológico ocasionou uma transformação social e a formação de uma nova mentalidade.
É um processo de “crise” social que levou à configuração de um novo homem, uma nova sociedade, uma nova ética e também de uma nova religião. Essa crise colocou em xeque o modelo e os valores existentes e fez nascer o desejo de superação de tudo. Este “novo” foi assumido e definido como “bom”.
Utilizo-me de Mike Feathestone, que apresenta as seguintes pontos norteadores desse processo:
a) Movimento que se afasta das ambições universalísticas das narrativas mestras… e caminha em direção a uma ênfase no conhecimento local, na fragmentação, no sincretismo, na “alteridade” e na diferença.

b) Dissociação das hierarquias simbólicas que acarretam julgamentos canônicos de gosto e valor, indo em direção ao colapso populista da distinção entre a alta cultura e a cultura popular.
c) Tendência à estetização da vida cotidiana.
d) Descentralização do sujeito, dando lugar à fragmentação, jogo superficial de imagens, sensações e “intensidades multifrênicas”.
O homem “light” de Henrique Rojas
Em seu livro El hombre light, Enrique Rojas faz uma descrição muito realista do homem atual e que assume contornos muito negativos.
Segundo ele, os produtos “light” deram origem ao homem “light” e à vida “light”, caracterizada pelo fato de que tudo está sem calorias, sem gosto ou interesse. A essência das coisas não importa, só é quente o superficial, e a vida pode ser comparada a um coquetel, onde tudo pode ser experimentado, mas tudo está desvalorizado.
Centrado em aproveitar bem o momento e consumir, em se interessar por tudo e, ao mesmo tempo, por não se comprometer com nada, o homem light ajeita tudo. Para ele, tudo é transitório, passageiro e assim até a democracia e a vida conjugal se tornam lights. O lema é não exigir muito e alcançar uma tolerância absoluta. Não existem desafios, nem metas heroicas e grandes ideais, nem um esforço ou luta contra si próprio.
O homem moderno, conforme descreve Rojas, é sumamente vulnerável. Embora seja atraente, dinâmico e divertido, é um ser vazio, sem idéias, evasivo e contraditório. Rebela-se contra todos os estilos de vida reinante. Sempre bem-informado, mas com escassa formação, perde-se no folclórico e, diante de tantas notícias, cria uma espécie de mecanismo de defesa, ficando insensível. É pragmático e se interessa por vários assuntos ao mesmo tempo. Tem uma curiosidade insaciável, porém mal dirigida e que não o leva a lugar nenhum. Conhece muito bem sua área de atuação, mas não consegue fazer síntese.
Como não tem critérios sólidos, o homem light é superficial e aceita tudo. Geralmente não tem um projeto de vida e lhe interessa ter, possuir, comprar mais e consumir loucamente. Compra coisas e depois se arrepende. Fabrica sua verdade de acordo com suas preferências, escolhendo o de que gosta e rejeitando o que não lhe apetece. Exige poder “ficar a sós”, “precisa retirar-se”. Uma solidão sem rebelião pessoal e sem análise.
Sua ideologia é o pragmatismo. Sua norma de conduta é a vigência social, as vantagens que leva, o que está na moda. Sua ética se fundamenta na estatística, substituta da consciência. Sua moral, repleta de neutralidade, carente de compromisso e subjetividade, fica relegada à intimidade, sem se atrever a sair em público. Tudo é suave, ligeiro, sem riscos; somente faz algo com garantia. Em sua vida, não há rebeliões, pois sua moral se converteu numa ética de regras de urbanidade ou mera atitude estética.
É frio, não acredita em quase nada, suas opiniões mudam rapidamente e deixou para trás os valores transcendentes. Busca o prazer e o bem-estar a qualquer custo, além do dinheiro. Para ele tudo é descartável, inclusive as pessoas. Passa por cima de tudo e de todos para buscar a fama, o sucesso, o triunfo. Vive unicamente para si, para seu prazer, sem restrições.
O homem moderno, conforme Rojas, não é feliz. Ele tem uma certa dose de bem-estar, tem prazeres, mas vive esvaziado da autêntica alegria. A forma suprema de prazer é a sexual, o orgasmo. Busca o imediato, a satisfação rápida e sem problemas, que a longo prazo só acumula fracassos. Guy Debord chega a afirmar que “estamos diante da sociedade do espetáculo”, como forma de fuga de tudo e de todos.
João Batista Libanio não deixa de expressar sua visão do jovem pós  moderno:
Na descrição de Rojas, vale observar outros aspectos. Segundo ele, o homem light vive o realismo à la carte, no qual vê o que quer e interpreta a realidade de forma particular, acomodando-se a seus planos e preferências. Despedaçado e picado, se faz segmento parcial de acordo com o que lhe apetece, e se isola dos outros homens.
Valoriza a cultura de tipo kleenex, rápida, ligeira, leve, pois não tem muito tempo para a leitura e se distrai facilmente. As revistas de fofocas são objeto constante de interesse. Leva na sacola ou apresenta os best-sellers, mas não os lê, ou se o faz, não termina a leitura. A leitura, no máximo, serve para combater o tédio de uma tarde de férias.
Isso leva Hans Magnus a reconhecer que estamos diante da mediocridade de um novo analfabetismo que chama de “analfabeto secundário” e para o qual a mídia ideal é a televisão. João Libanio conclui:
“O tempo das leituras é substituído pelas horas de academia com malhações e outros cultivos corporais”.
Viver cansado é marca registrada do homem light. Cansaço que vem da luta permanente contra os revezes, transtornos e frustrações da vida. Mistura de sentimentos desagradáveis como a ociosidade, a apatia, o abandono, a impressão de fazer tudo com excesso de esforço, caindo tudo numa certa negligência, preguiça, desalento, pessimismo, desânimo e o sentimento de impotência em relação à vida. Parece que está arrebentado por dentro. O motivo real disso está na falta do projeto de vida e do vazio interior.
Além dessas marcas, o homem moderno assume a marca da indefinição, do inconstante, da versatilidade. Carrega consigo o constante estresse, o pessimismo, o desencanto e, acima de tudo, a depressão.
Sonha com o relax, o tempo livre e quer tudo para hoje. Parece que sua única alegria e realização está na capacidade de escolha livre dentre uma infinidade de alternativas. Vive e dá asas à ficção, de diversas formas: na literatura, no cinema, na televisão ou em jogos de internet. As drogas são a forma simples e fácil de “viajar” neste mundo da fantasia.
Ideologias presentes na vida do homem pós-moderno
a) Materialismo: faz com que um indivíduo obtenha certo reconhecimento social pelo simples fato de ganhar muito dinheiro, ter objetos que todos têm ou que são moda no momento. Para isto, não se medem esforços e se cancelam os valores éticos: “ter” acima do “ser” ou “ter” para “ser”!
b) Hedonismo: A lei máxima de comportamento é o prazer acima de tudo, a qualquer preço. A busca de uma série de sensações novas e excitantes. O prazer é passageiro, sem compromisso e nem amor. O outro vale enquanto objeto de prazer sexual e cada um pensa na sua própria satisfação. Não há vínculos. Se consome sexo, tudo a baixo preço. É um momento de prazer fugaz, que não colabora para o amadurecimento da personalidade; é um consumo de sexo em diferentes versões. A pornografia, as revistas, os vídeos, os serviços telefônicos eróticos, etc., se converteram num grande negócio, no qual se exploram paixões mais ligadas aos instintos. “Essa juventude pósmoderna é fruitiva. Estabelece o dogma principal do prazer em torno do qual erige os cultos, os ritos, os símbolos. E busca um prazer a curto prazo, imediato, presente”.
c) Permissivismo: Tudo é permitido, o que arrasa os melhores propósitos e ideais. A busca ávida do prazer e do refinamento, sem nenhum outro questionamento. A ética permissiva substitui a moral, o que leva a um desconcerto generalizado. Tudo é bom, desde que você se sinta bem!
d) Relativismo: Tudo é relativo. A subjetividade dita as regras. Não há nada absoluto, nada totalmente bom ou mau e as verdades são oscilantes. Desta tolerância interminável, nasce a indiferença pura. Vale a ética do consenso, a opinião da maioria. Para Rojas, esse homem “padece de uma certa melancolia new look: instrumento de experiências apáticas” e L. Boff: “Disso resulta uma cosmovisão política e estética em relação à qual ninguém precisa estar contra, porque, irrelevante, não modifica o curso da história”.
e) Consumismo: Representa a fórmula pós-moderna da liberdade. O ideal de consumo da sociedade capitalista não tem outro horizonte, além da multiplicação ou da contínua substituição de objetos (ainda em perfeito estado de uso) por outros cada vez melhores. O resultado disto é a cultura do desperdício, onde se vive para consumir e essa é a única imagem valorizada. As grandes transformações sofridas pela sociedade, nos últimos anos, são, a princípio, contempladas com surpresa, depois com progressiva indiferença ou, em outros casos, como a necessidade de aceitar o inevitável. Colocar-se contra é como ir contra a maré. A propaganda cria falsas necessidades, objetos sempre melhores criam o desejo impulsivo de comprar. A permissividade prega a chegada de uma etapa decisiva da história, onde não há vencedores nem vencidos; por isso, deve-se aproveitar tudo e ir cada dia mais longe. Se tudo cai no ceticismo ou num individualismo fatal, o que ainda pode surpreender ou escandalizar? Isto produz vidas vazias, mas sem grandes dramas, nem vertigens angustiantes ou tragédias. É a metafísica do nada, pela morte dos ideais e a superabundância do resto. A conseqüência inevitável do comsumismo se manifesta em duas crises: a econômica e a ecológica.
f) Nihilismo: viver a liberdade total é o ideal maior. O homem liberal é aberto, pluralista, transigente, tolerante, capaz de dialogar com quem defende posturas totalmente distintas e contrárias às suas, o que somente o leva a uma indiferença relaxada. Disso aflora a paixão pelo nada, que leva ao vazio, e tudo isso sem dramas, catástrofes ou vertigens trágicas. A pergunta principal é: por que não? O relativismo e ceticismo têm um tom devorador porque desta mistura emerge um homem pessimista, desiludido. Reina a indiferença à verdade. Se não existe uma verdade, tudo é passageiro, frágil e provisório. Assim, surge a idéia de consenso como juiz último: o que a maioria disser é a verdade. No fundo, não existe uma verdade, cada um tem a sua, o que desemboca na impossibilidade de existir uma ética comum.
No fundo, cada um faz o de que gosta e lhe dá prazer. No final, o que pode mais chora menos.
Marca registrada ou constantes do homem pós-moderno
a) Pluralidade: Não existe um padrão, uma forma, uma uniformidade, uma antropologia, mas projetos antropológicos, uma variedade de projetos, resultando em contradições e fragmentos. “A tolerância, ao lado do pluralismo, é outro valor básico”.
b) Novidade: O homem pós-moderno é aberto, criativo, não preso a formas e tradições, identificadas como “velhas” e “ultrapassadas”. A novidade não está somente em dar forma nova ao tradicional, mas criar algo genuinamente autêntico e com tom moderno.
c) Secularização: O homem moderno não procura acabar com Deus e as formas religiosas. Simplesmente desloca para o universo amplo de realidades que o circunda. Não é Deus, não é o universo, mas ele é o centro. Tudo passa a existir e ter valor enquanto serve de resposta às necessidades e desejos.
d) Racionalidade: Uma racionalidade pragmática, onde vale a experiência e se busca compreender sempre melhor a realidade das coisas, a partir dos ditames da razão. Somente existe aquilo que foi decifrado e decodificado pelo microscópio. A técnica aperfeiçoa a natureza e a molda para os fins e interesses humanos. Conseqüentemente, não existem mitos e os esquemas lógicos e científicos são os que dominam.
e) Imersão no universo: O homem moderno se descobre imerso num universo maior que o circunda. Sente-se parte dele e tem a tendência a deixar-se levar pelos ventos. Suas fraquezas encontram nas forças da natureza justificativa plausível e desfruta os prazeres como partes do seu instinto.
Perfil positivo do homem pós-moderno
Um homem que percebe e projeta uma infinidade de possibilidades. Um homem auto-confiante, rodeado de abundância e que consegue facilmente resolver seus problemas econômicos. O que outrora a sorte reservava para poucos, hoje é considerado um direito de todos.
Agraciado pela inovação técnica, científica e pela mudança social, marcada pela liberdade, a democracia e a produção industrial. A pós-modernidade resgata o valor da subjetividade, do emocional acima do racional e do sujeito mergulhado na imensidão do universo.
Um homem rodeado de direitos e que dispõe de um aparato social fortemente voltado para ele. A consciência progressiva dos direitos individuais e sociais fizeram os homens todos iguais, realidade nunca experimentada antes.
Mergulhado na liberdade e cercado de direitos que lhe garantem essa liberdade. Um homem projetado para o futuro. Tudo é calculado em vista do futuro. Vive para o futuro e em vista do futuro. Percebe que tem responsabilidades com o futuro.
Um homem que faz a experiência de ser parte do cosmos, liberto de todo controle, aberto para novas experiências. Um homem que se nega a sujeitar-se a uma ideologia, seja capitalista ou socialista, que resgata a subjetividade e exige sua expressão, em todos os sentidos.
Secularização
O termo “secularização” engloba vários componentes. Geralmente se compreende como a “vida sem Deus e sem religião”. Isto porque no passado eram esses componentes a ditar a visão de mundo, a autocompreensão e definição humana e a orientação do agir. A tentativa de estabelecer um binômio ou oposição como Deus-mundo, fé-razão, ciência-crença, não são verdadeiros deste período. Na verdade, a secularização não quer eliminar Deus e a religião, mas simplesmente fazer que ocupem o seu novo espaço dentro do novo horizonte de compreensão. Na visão e compreensão do homem moderno, o centro do universo passa a ser ele mesmo. Deus e o mundo passam para um segundo ou terceiro plano.
Alguns fatos são responsáveis por esse fenômeno, mas surtiram efeitos no próprio homem, na sua visão de mundo e de si mesmo.
Colaboraram para isso: Copérnico e a confirmação de que o sol é o centro do universo; Galileu Galilei e a descoberta de que a terra gira ao redor do sol; Charles Darwin e a sua teoria de que o homem descende do macaco; Sigmund Freud e a intuição de que o homem é um conjunto de emoções não muito diferentes dos outros animais. A moderna genética também exerce uma forte e atual presença: reduz o indivíduo e suas manifestações a fatores de genes e DNA.
O homem passa a ocupar a primazia no conjunto da realidade global, tudo é orientado em sua direção e desbanca a Deus. No entanto, ele se descobre pouco consistente e frágil. A certeza e organização e explicação do universo cedem espaço para a incerteza e provisoriedade.
Porém, o termo “secular” engloba alguns outros elementos os quais merecem atenção, como, por exemplo, a valorização da experiência como forma de conhecer o universo e a si mesmo. As pessoas querem cada vez mais experiências e não aceitam não poder realizá-las.
Para isto não basta somente a comprovação científica. Cada pessoa se torna um cientista, querendo “experimentar tudo e de tudo!”, como direito que lhe cabe. Não basta mais “aquilo que nossos pais nos contaram”, senão aquilo que cada um mesmo experimenta. O fator de avaliação dessas experiências não é objetivo, mas subjetivo, a partir dos efeitos, resultados e do papel que a mesma experiência joga no universo de sensações pessoais. Nesse caso, a mesma experiência pode ser vista como positiva ou como negativa, dependendo dos sujeitos implicados na mesma.
Nessa tentativa não existem fronteiras. A vida passa a ser medida a partir das experiências realizadas. O limite a ser alcançado é único: a globalidade. Assim, muitos se colocam a caminho, literalmente montados em suas bicicletas, embarcações, balões, carros, etc., afinal, não existem limites. Aventurar-se em busca do novo, do diferente, ir além fronteiras.
No fundo, o fato revela o interior insaciável desse homem moderno. Ele quer conhecer a Deus, a si mesmo e o mundo, estabelecer novos paradigmas de compreensão do universo. No fundo, descobre-se o antigo desejo humano de conhecer-se a si mesmo.
Somente a partir da experiência é que começa a elaborar uma resposta e ação pessoal. Porém, tudo é muito frágil e provisório, afinal, a experiência não se esgota. O amanhã poderá ser diferente e, nesse caso, as determinações de hoje poderão não ser as mesmas de amanhã.
O importante é não ter amarras, não se aprisionar a nada. Se, no passado, o estabelecimento de Deus e seu senhorio no universo resultavam no estabelecimento de verdades absolutas e um papel periférico ao homem, agora não existem absolutos. Tudo é muito provisório, relativo, em vir-a-ser. Tudo é projeto, não existe nada acabado.
Esse processo colabora para que o homem moderno passe a uma fase de auto-assunção, comparado à maioridade, onde se reconhece como responsável por si e por sua própria história, responsável pelo universo e pelos demais.
Ética pós-moderna
A tendência é pensar que o homem pós-moderno não tem uma moral, ou seja amoral, como se não tivesse valores ou até mesmo uma capacidade moral. No entanto, não é bem essa a realidade. A pós-modernidade somente alterou os valores morais. Do bem passamos para a ideia do bem-estar e esse valor é fundamental na cultura atual.
É necessário ter presente que já não se vive mais o mundo marcado por fortes estruturas sociais, por instituições fortes, por mitos e tabus, pela figura do Deus castigador, de leis eternas e imutáveis, de um controle social excessivo e atrofiador, mas que o homem pós-moderno se tornou o centro, o referencial único. Ou, como afirma David Harley:
“A experiência do tempo e do espaço se transformou, a confiança na associação entre juízos científicos e morais ruiu, a estética triunfou sobre a ética como foco primário de preocupação intelectual e social, as imagens dominaram as narrativas, a efemeridade e a fragmentação assumiram precedência sobre verdades eternas e sobre a política unificada, e as explicações deixaram o âmbito dos fundamentos materiais e político-econômicos e passaram para a consideração de práticas políticas e culturais autônomas”.
A autonomia pessoal e a democracia são as únicas formas de ordenamento da vida e das ações. Aliás, tendo-se libertado de toda forma de controle e domínio, esse homem já não aceita qualquer tipo de heteronomia. Isto explica o porquê de sua revolta contra qualquer tipo de lei, especialmente religiosa, pois são reconhecidas como responsáveis pelo controle excessivo ocorrido no passado. Lipovetsky afirma que passou o tempo do “tu deves” e do tempo da moral “rigorista”. “A pós-modernidade liberou as subjetividades do enquadramento forçado em instituições totalitárias, com suas éticas rígidas, como são, geralmente, as religiões, as igrejas, os partidos ideologicamente totalitários e as filosofias globalizadoras”.
Mesmo percebendo a verdade de certas proposições éticas históricas e sociais, o homem pós-moderno rejeita-as, porque não provém de sua própria formulação ou experiência. Assim como um adolescente, as verdades ensinadas somente serão assumidas pessoalmente na proporção da experiência e da verdade por elas reveladas.
Não se aceitam mais normas e regras morais, senão aquelas que forem descobertas como importantes e necessárias, a partir do protagonismo humano. A heteronomia (moral proposta por outro além de mim mesmo), nesse caso, cede seu espaço para a autonomia moral (cada um estabelece a sua moral). A verdade de um único sistema moral, um único conjunto de verdades dá seu lugar a um conjunto variado de verdades e a sistemas abertos e aleatórios, o que fatalmente leva ao desajuste geral e uma verdadeira crise. Por toda parte ecoam ações e estilos de vida desfigurados daquela verdade outrora absoluta e se percebe uma atrofia de consciências e o aparecimento de novos estilos e comportamentos. Estes são tolerados; afinal, a verdade é pessoal e resultado da experiência e dos gostos individuais.
Ainda segundo Lipovetsky, o “self-interest” é a única lei assumida e o dever passou a ser escrito em letras minúsculas. O “é necessário” cedeu seu passo à felicidade, ao estímulo dos sentidos e o proibido somente vale quando está no corpo da lei escrita. Ao mesmo tempo ele chama a atenção: não nos enganemos: os gritos pelo retorno da ética não passam de um grito, mas não significam uma renúncia a si próprio ou o desejo de obrigações em favor dos outros. Esta é a sociedade do “pós-dever”, na qual os direitos subjetivos dominam os mandamentos imperativos. Ele afirma: “Queremos o respeito da ética sem mutilação de nós mesmos e sem obrigações difíceis: o espírito da responsabilidade, não o dever incondicional. Por trás das liturgias do dever demiúrgico, chegamos ao minimalismo ético”.
Esse desajuste ético e consequente reajuste dos valores é necessário e é consequência da nova antropologia. Os velhos mitos e tabus não têm mais efeito sobre a nova mentalidade. São estórias de crianças assustadas em noites de tempestade! O protagonismo humano tende a estabelecer um novo ordenamento moral.
Observe-se, no entanto, que também o inverso pode se fazer sentir, especialmente naquelas culturas e setores nos quais a nova mentalidade não encontra aceitação: trata-se da tendência a um fechamento completo e aberta oposição aos novos valores, chegando, às vezes, a um retorno aos velhos e tradicionais estilos de vida.

A moral cristã, a partir da sua compreensão e valores, estabelece alguns desajustes neste esquema moral do homem moderno:
a) moral sem pecado: o generalizar-se do estilo de vida que despreza o sentido da culpa e do pecado;
b) moral de situação: a implantação do relativismo que estabelece as circunstâncias, a subjetividade e a privatização como caminho de realização moral;
c) moral neutra: total dissociação entre religião e ética que esvazia tanto a moral quanto a própria fé;
d) moral pragmática e utilitarista: estabelecimento de valores somente a partir de uma necessidade prática e em vista da própria utilidade;
e) moral hedonista: a tendência a identificar o valor ético a partir do prazer e satisfação que produz.

O “boom” religioso pós-moderno
O retorno ao sagrado, ao esotérico, ao demoníaco e o culto ao mal são fenômenos da pós-modernidade. Formas religiosas e crendices consideradas ultrapassadas e infantis retornaram com novas forças e novos ares. Pelas avenidas, bairros, nas cidades e mesmo em pequenas cidades do interior, se vêem símbolos, ritos, imagens, pessoas e igrejas de credos diferentes. Há situações, algumas engraçadas e outras conflitivas, nas quais numa mesma família se encontram vários credos e tendências religiosas. Em pouco tempo é possível ver diversos templos e formas religiosas, tanto in locoquanto via satélite.
Muitas pessoas estão totalmente mergulhados na fé, organizam a vida a partir dela e não abrem mão da participação ativa. São xiitas, ortodoxos, crentes e se reconhecem pertencentes ao mundo dos já salvos e com a missão de salvar os “perdidos”, os “infelizes”; outros são totalmente indiferentes a uma única instituição religiosa, dando preferência às soluções rápidas e preenchimento de um vazio de sentido. Muitos simplesmente se limitam a afirmar crer numa “energia universal”, no “ser superior”, mas que é tão distante quanto eles próprios o são dele. Ao lado disso tudo, cresce o número daqueles que se denominam “sem religião”, o que não significa que sejam ateus.
Este fenômeno não se restringe a uma camada social. São ricos e pobres, doentes e sãos, professores universitários e serventes de pedreiro. Todos professam sua crença e a manifestam na medida de suas necessidades. Empresários participam de culto evangélico, militares participando de missa, populares fazendo oferta à Iemanjá, motoqueiros carregando a imagem de N. Sra. Aparecida. Chegamos ao tempo em que a religião é de alguma tribo: surfistas, eskaitistas, homossexuais, empresários liberais, etc.
Será que Deus venceu a batalha? Será que o Deus morto dos filósofos passados acordou e resolveu retomar seus poderes e as rédeas da história?
Na verdade, o que existe é a formação do “coquetel religioso”. O homem pós-moderno vive a religião “à la carte”, de tipo “selfservice”, numa mistura de vários aspectos que mais interessam e satisfazem as exigências e necessidades momentâneas. Na busca do sentido da vida, cria-se o deus e a religião pessoal, conforme se observa no título do livro do teólogo cristão Walter Kasper: “Jesus Cristo sim, Igreja não”. O “boom” religioso revela isto: seitas, cultos, esoterismos, filosofias orientais, yoga, etc., num verdadeiro “misticismo difuso e eclético”, onde se vive a preferência religiosa e o “suave consumismo religioso”. A razão disso se encontra também no fato de o sagrado ter-se libertado do domínio da religião, isso é, qualquer pessoa pode atribuir-se o título de “bispo”, missionário e oferecer o serviço religioso como qualquer serviço de teleentrega rápida e soluções milagrosas.
O homem moderno não serve a Deus, mas se faz servir dele. Culto e Igreja, na medida do necessário e “quando sobra um tempinho”, afinal, tudo o que é demais, faz mal. A fidelidade a uma única Igreja e a uma única visão de Deus são prejudiciais, pois, segundo o homem moderno, há outras facetas e aspectos que devem ser privilegiados e que uma única religião não completa. Assim, da missa de domingo se passa para o centro espírita de terça-feira, para a leitura e meditação da palavra de Deus no culto evangélico de quarta à noite, para a terreiro de umbanda de sexta-feira e para a fazenda budista de sábado.
O resultado disto é o que se vê: ofertas religiosas as mais variadas possíveis. Igrejas, academias, farmácias e motéis é o que mais se vê nas ruas. São as instituições que mais proliferam e, no fundo, cada uma responde na medida exata ao que o homem moderno busca. O comércio religioso, em muitos casos, assume as mesmas características de qualquer oferta de produto, em nada diferente da venda de celulares, eletrodomésticos, carros, programas eróticos, etc. São ofertas religiosas em anúncios de jornais, rádios, outdoors, panfletos em esquinas movimentadas, liquidação de bênçãos e oração de cura pela metade do preço. O missionário que faz milagres, o “professor” que lê o futuro, a “irmã” que dá conselhos, o padre que faz showmissa, o mestre que faz curso de meditação.
Em tudo aparece a fuga do vazio, do anonimato e da vida sem sentido. O importante não é o que se crê e nem a medida desta crença, mas como forma de identificação com alguns outros e de autonomia, como demonstração da autonomia pessoal que se demonstra até mesmo na capacidade de comandar o próprio Deus.
Pistas de ação
1 – É preciso lutar e vencer a vida light. Ela conduz a uma existência vazia. É preciso recuperar o sentido autêntico do amor à verdade e a paixão pela liberdade autêntica.
2 – Ocupar bem o tempo livre, não se resumindo a revistas de fofocas e a televisão. “O homem moderno em geral ocupa proficuamente esse lazer, porque se confronta com o seu próprio isolamento dentro da sociedade em que vive. Tende a associar o nada que fazer com o fracasso e até mesmo com o pecado”, ou, como diria Bauman, usando de duas metáforas, é preciso deixar de ser “vagabundo”, ou seja, de quem simplesmente vagueia e de turista, como mero espectador das coisas. Encontrar alegria na realização de um trabalho não-econômico e no tempo livre.
3 – Retornar a um humanismo coerente, comprometido com os valores. Não se deixar invadir por tantos esquemas publicitários e informativos, além de buscar um sentido transcendente, a edificação de uma cultura digna que propicie um crescimento interior.
4 – Buscar a informação sem renunciar à formação. Aprender a fazer o seu planejamento pessoal, ter uma filosofia de vida. Cada um deve descobrir a sua “razão vital” (Ortega y Gasset). Saber usar a informática, a telemática, mas não ser dependente dela.
5 – É preciso uma educação sentimental (Gustave Flaubert). O homem moderno se converte no espectador de seus próprios rios emocionais interiores, impulsionado por dois motores: o prazer sem restrições e a ausência de proibições.
6 – Sem um “norte moral” a luta pela liberdade cai no vazio. O liberalismo só leva a pessoa a arruinar sua vida e a sociedade, a tornar-se escrava de suas paixões ou do traficante da esquina. A saída está na transição da imanência à transcendência, deixar o individualismo e o materialismo. Ter valores sólidos. Estar aberto aos valores dos outros. Visar o bem dos outros.
7 – Ser comprometido com o futuro. Reconhecer o direito das futuras gerações e empreender esforços na preservação desses direitos.
8 – Cultivar a solidão, como espaço de encontro consigo mesmo. Nem tudo deve ser dito ou exteriorizado. É preciso aprender a conviver consigo mesmo. Solidão aprazível (Gastón de Mezerville). Saber cultivar a intimidade, sem renunciar ao social. Não viver na exterioridade. Valorizar a sua família.
9 – Aprender a administrar o conhecimento. Com tantos diplomados, tantas faculdades e universidades, o mais importante é trabalhar o saber, partilhá-lo com a equipe, aprender a somar. Hoje todos podem ser educadores, mas somente quem sabe compartilhá-lo com o diferente alcança a integralidade e a sabedoria.
10 – Escapar dos falsos absolutos, da idolatria do sexo, do dinheiro, do poder ou do sucesso, porque são meios, nunca podem ser fins. Conforme J. Libanio, é preciso uma “pedagogia do prazer”.
11 – Recuperar a festa sem renunciar ao compromisso. Fazer festa sem esquecer de lutar pelo aperfeiçoamento das instituições e a realidade social.
12 – Reconciliar-se com o corpo sem perder o espírito. Eliminar o dualismo corpo-alma, mas também lutar contra o culto ao corpo e a banalização da sexualidade própria da pós-modernidade. Quando o homem elimina o espírito, se perde a pessoa, e quando a relação sexual não é linguagem de amor resulta profundamente triste.
13 – Aceitar o lucro sem renunciar a gratidão. Hoje tudo está voltado para o lucro e se atrofiou a gratidão. É importante perceber que o homem não é somente “homo faber”. Também não se trata de eliminar todo esforço. É preciso educar para a felicidade que se dá também por meio do jogo e do tempo livre. Temos que ensinar as pessoas a serem felizes e buscar a sua realização também por meio do tempo livre. O homem não se realiza somente no trabalho, pelo que faz. Eliminar a obsessão do lucro e do rendimento.
14 – Educar para o diálogo como alternativa à intolerância e ao relativismo. Diante do relativismo empobrecedor de tipo “tudo vale”, precisamos de educadores persuadidos da verdade de suas convicções e desejosos de transmiti-las a seus alunos, porém também convencidos daquele princípio fundamental de que a verdade não se impõe de outra maneira do que pela força da mesma verdade. Do mesmo modo, o diálogo neutraliza todos os tipos de intolerância e as relações virtuais. É necessário conectar-se aos outros, sem escolher contatos e muito menos criar relações imaginativas.
15 – Ensinar a viver o permanente em meio ao passageiro. Os jovens de hoje devem ser ajudados a dar-se conta de que estão falsificando o verdadeiro sentido de liberdade. A verdade não é aquela que vai de acordo com a direção do vento.
16 – Buscar a fé verdadeira e autêntica. Através da experiência religiosa, do encontro com o Transcendente. Aceitar também os limites da experiência religiosa. Celebrar a fé de forma alegre.
17 – Construir laços. A solidariedade, os projetos sociais, as ONGs, são convite e forma de realização pessoal. Levam a descobrir o outro e a vida que vale a pena ser vivida e que a verdadeira felicidade não reside no bem econômico.
Conclusão
Este mundo e mentalidade “pós-moderna” será superado. As rachaduras, as fendas, os pontos frágeis e vulneráveis serão responsáveis por sua derrocada. Poder-se-ia dizer que a própria mentalidade criará um novo tecido, uma nova pele “anticultural”, que dará uma nova roupagem à realidade e a autocompreensão humana.
Afinal, o mundo pós-moderno se demonstra extremamente frágil, quebradiço, sem consistência, sem encanto e apresenta “rachaduras no espelho”. Ele instaura o reinado da fragilidade, da superficialidade, da trivialidade, ou, no dizer de Zygmunt Bauman, da “liquidez”. “Resta a ver se o tempo da pós-modernidade passará para a história como crepúsculo ou como renascimento da moralidade”.
Demonstra ser carente de interesse, repleto de frivolidade, alimentado por meios de comunicação massificantes e alienantes, da informação sem formação, conseqüência de uma sociedade que cria um coquetel de experiências e sentimentos, consumo frenético de coisas e matérias, de verdades passageiras e sem fundamento, carente de futuro e de certezas, sociedade louca por desejos, adrenalina pura, prazer, dor e morte.
A implantação de uma nova cultura, composta de uma nova linguagem, de uma nova simbologia, de arte, de novos paradigmas, de um novo estilo de vida, de uma nova axiologia marcada pelo controle da vida pessoal e coletivo, implantará um novo “ethos” pós-moderno. Ao indicar algumas pistas de ação, compreendo que nenhuma mudança se dará sem a assunção de novos valores e novas atitudes.
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Referências
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WEBER, Max. Ciência e Política: duas vocações. 18. ed. São Paulo: Cultrix,1994.
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